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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Natureza x Tecnologia

‎"... As fábricas não podem produzir coisas essenciais para a vida, tais como grãos e frutas. Ninguém pode se alimentar com parafusos. Por que precisamos de tantas máquinas? Por milhares de anos os seres humanos viveram sem elas, e, apesar disto, produzia-se arte, literatura..., sem máquinas. Antigamente, onde estavam as máquinas? Onde nasce esse conceito absurdo de verdade que, sem máquinas, teremos uma vida primitiva? Os grandes pensadores e poetas do passado eram, por acaso, primitivos? De onde veio esse conceito artificial de que não podemos viver de maneira simples? Fábricas não criam arroz e feijão. Como na febre do ouro, a sociedade moderna está vivendo e correndo atrás de conceitos artificiais, que não dão satisfação ao ser humano e ainda criam desequilíbrio econômico, social e cultural. Fica claro que não somos contra tecnologia, mas sim contra o conceito e estilo de vida artificial que ela cria."

(Srila Hridayananda Dasa Goswami Acharyadeva)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Obrigado Serra de Itabaiana!


Dia 20 de novembro, um sábado, fomos treinar em Itabaiana, uma cidade próxima aqui de Aracaju.
Fizemos uma programação de treinamentos durante a semana visando a subida da serra. Confesso que no início nossa meta era "vamos subir até onde nosso corpo aguentar", mas quando eu me deparei pela primeira vez com a beleza da Serra (Alex já conhecia), minha vontade foi de só parar lá em cima, e assim foi!
Começamos a subir as 8 da manhã, mas o sol já estava castigando (não é a tôa que estou com uma camiseta tatuada na pele
ainda hoje!), outro ponto negativo, foi o terreno: apesar de na serra haver pontos para uma subida tranquila, sem mata fechada, o piso é forrado por ou piçarra, ou aquelas pedrinhas redondas brancas ( que alguns usam como ornamentação em aquário), não incomodariam quem subisse de tênis, mas como não foi o nosso caso... e as pedras estavam quentes do sol.
A recompensa? Essa veio em todo o caminho, seja pela vista belíssima, seja pelo cont
ato direto com a natureza, ou pelas piscinas naturais e cachoeiras que fomos encontrando pelo caminho. A meta foi alcançada, estivemos no topo da Serra de Itabaiana, e creio que pela primeira vez ela foi subida por pessoas correndo e descalças.
A segunda parte da recompensa ficou por conta de Maria (esposa do pai de Alex), que nos esperou com uma panela de feijão super especial, que milagrosamente recuperou todas as nossas energias!
Um ponto interessante de ser lembrado aqui, é que: Apesar de termos subido descalços, o saldo foi apenas pés doloridos e 2 carrapichos (1 pra cada, até nisso somos uma equipe!), e mesmo assim, essa dor dos pés, no outro dia já estava solucionada! Nenhum corte, nenhuma bolha!
Espero muito em breve estar de volta a Serra. É um lugar muito especial do qual todos os sergipanos deveriam se orgulhar, e todos os visitantes deveriam conhecer!
Ser vegetariano, antes de tudo é isso: É a felicidade de ver a natureza, e saber que você está ali, não competindo ou disputando espaço com ela, mas fazendo parte dela e aproveitando do que ela tem de melhor à oferecer. Muito obrigado a Serra de Itabaiana, pela companhia e por ter permitido a nossa subida!
E aí, topam subir correndo com a gente na próxima?

* Os agradecimentos especiais dessa aventura ficam pra Maria (simpatia em pessoa e feijão milagroso), e a "Seu" Amauri (pai de Alex), pela acolhida e pela simpatia. Espero voltar a vê-los muito em breve!
O Parque Nacional da Serra de Itabaiana é uma unidade de conservação, como Estação Ecológica, anterior a 2005. Entretanto, sua proteção legal restringia-se a apenas 288,53 hectares. Com o Decreto presidencial de 15 de junho de 2005, passou a resguardar 7.966 hectares. Nessa área que é de transição entre Mata Atlântica e Caatinga, o parque nacional protege a ambos os biomas abrigando uma biodiversidade que inclui 16 espécies de répteis, 24 de anfíbios, uma de quelônio, 62 de mamíferos e 123 de aves. Destas, três são restritas à Mata Atlântica e uma endêmica da caatinga. A serra tem 659m de altura (o segundo ponto mais alto do estado de Sergipe, perdendo apenas pra Serra Negra).